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quarta-feira, 8 de julho de 2015

Sarcófago e Sepultura se reencontram em novo episódio do programa Pegadas de Andreas Kisser


O convidado da mais recente edição do programa Pegadas de Andreas Kisser da Rádio 89 FM foi o vocalista do Uganga, Manu "Joker" Henriques. Apesar do músico estar lá para falar e divulgar o trabalho de sua banda atual, foi inevitável para Andreas Kisser iniciar o programa com a frase: "Estamos recebendo aqui Manu Henriques que fez parte do grande Sarcófago, nossa banda inimiga!" 

As diferenças existentes entre Sarcófago e Sepultura de fato tornaram-se históricas. Manu "Joker" foi o baterista que gravou o clássico mundial "Rotting", lançado em Agosto de 1989. O músico também foi o baterista no lendário show que o Sarcófago fez ao lado do D.R.I. em 1993 em São Paulo, ocasião em que aconteceu a famosa briga envolvendo Wagner Antichrist e João Gordo do Ratos de Porão. Não haveria como não falar sobre tantos fatos históricos nesse papo entre Manu Joker e Andreas Kisser, embora o foco da conversa tenha sido mesmo o Uganga, que já soma 20 anos de carreira, quatro álbuns de estúdio, um disco ao vivo gravado na Alemanha e duas bem sucedidas turnês europeias.

Isso e muito mais os fãs de Uganga, Sarcófago e Sepultura podem ouvir agora nessa edição do programa que está disponível no Soundcloud.

Crédito Foto: Mayckon Pacheco (Uganga) 

Entre outras novidades, o Uganga continua comemorando o sucesso de vendas e crítica de seu mais novo álbum, "Opressor". Em resenhas já publicadas, o álbum tem arrancado declarações como: "Melhor trabalho não somente da banda, mas do gênero no Brasil" (Outro Indie);  "Elite do Thrashcore nacional" (Som Extremo); "Merece estar cada vez mais no topo do metal nacional" (Mondo Metal); "Bombástico" (Revista Roadie Crew); "Avassalador" (Musikkaos); "Thrashcore de altíssima qualidade" (Delfos). "Opressor" também foi eleito "Melhor Álbum Nacional de Rock de 2014" em votação realizada entre os leitores do blog Heavynroll. O grupo ficou em primeiro lugar, sendo seguido por lançamentos de respeito como "Nheegantu" dos Titãs e "Setevidas" da cantora Pitty. 

“Opressor” foi lançado no Brasil pela Sapólio Rádio - mesma gravadora que lançou “Eurocaos Ao Vivo” em 2013 – com distribuição da Voice Music e Hellion Records.

Mais informações:
Uganga   

terça-feira, 30 de junho de 2015

Papo Heavy Metal entrevista Dr. Sin


A Ilha do Metal na quarta entrevista do programa Papo Heavy Metal trás o Dr. Sin uma das maiores bandas de Hard Rock do Brasil.  Andria Busic, Ivan Busic e Edu Ardanuy receberam nossa equipe no Souza Lima em São Paulo para falar sobre o CD Intactus lançado em janeiro, contando fatos desde o inicio da carreira, há mais de 30 anos, passando por todos festivais que já participaram (entre eles Monsters of Rock, Rock in Rio e Hollywood Rock) e também sobre o desafio de tocar Rock no Brasil atualmente.

O Papo Heavy Metal já entrevistou o baixista Luis Mariutti da banda About2Crash , a banda Eyes of Gaia e Bruno Sutter (Detonator). 

Para conferir mais vídeos acesse:

quinta-feira, 12 de março de 2015

Entrevista - Eluveitie


Prestes à desembarcar no Brasil para mais uma série de shows, Chrigel Glanzmann , vocalista e fundador do Eluveitie nos concedeu uma entrevista onde fala de seu mais recente álbum "Origins", da turnê e de algumas curiosidades sobre a banda.

Entrevista por Erika Alves

No ano passado vocês lançaram o álbum "Origins", você pode nos falar um pouco sobre o processo de criação deste álbum?
Chrigel: Essa foi de longe, a nossa produção mais elaborada até o momento. "Origins" tornou-se uma grande produção e nos deu muito trabalho mesmo, mas não menos importante, pois nos envolvemos com diversas partes: com uma orquestra, um coro clássico, um coro infantil e diversos artistas convidados. Mas tudo valeu a pena, nós estamos realmente muito felizes com o álbum.

O que o termo New wave of folk metal significa para vocês enquanto músicos?
Chrigel: Sinceramente, no início era uma piada. Você sabe, quando eu formei a banda, não havia nenhuma cena "Folk Metal", nem havia esse gênero de música estabelecido. Quando lançamos nosso primeiro álbum, havia um bilhão de rótulos diferentes para este tipo de música, que podiam ser encontrados na imprensa musical, era ridículo! Os zines chamavam de Viking Metal, Pagan Metal, Folk Metal, Metal Medieval, Metal Celta, etc. Uma vez eu mesmo li: Forest Metal, haha. Então, para brincar com isso um pouco mais, nós arriscamos essa piadinha de fazer outra nova descrição do estilo e foi assim que inventamos o termo “New Wave of Folk Metal” (a nova onda do folk metal) (o que foi bem ridículo, uma vez que não houve nem uma primeira onda ;))
Mas sim, o que posso dizer... De repente este termo foi usado pela imprensa cada vez mais. Nós pensamos "bem, ok então... por nós tudo bem", haha. Em todo caso, inicialmente era apenas uma brincadeira.

A cada ano que passa vocês conseguem conquistar mais um país, dessa vez é a Turquia, existe mais algum país que vocês desejem visitar?
Chrigel: Com certeza! Todos os países! ;) Estamos muito ansiosos para tocar, pela primeira vez, na África do Sul este ano.

Quais as maiores dificuldades para lidar com uma banda com 8 membros, em que mais da metade possui trabalhos paralelos em outras bandas?
Chrigel: Eu não acho que haja muitas dificuldades. Porque, você sabe, trabalhamos juntos em uma base profissional, relacionamentos, etc. Estas (coisas) são as que você vai ter que aprender de qualquer maneira como uma banda, não importa se você tem 8 ou apenas 3 membros. Sobre as outras bandas e projetos paralelos: Bem, isso é fácil - Eluveitie é simplesmente a prioridade número um.

E como conciliar trabalho, família, projetos solos a banda durante as turnês?
Chrigel: Eluveitie é o nosso trabalho. Não é a hora de ter um emprego estável, além da banda! Outros projetos - como mencionados acima, Eluveitie será sempre a prioridade. E em relação à família e parentes - bem, isso pode ser muito difícil, às vezes, é claro. Quero dizer, nós tocamos entre 150 e 200 shows por ano! Às vezes estamos longe de casa por quase 7 meses por ano (e o resto do tempo que passamos no estúdio, então). Mas esta é também uma questão de compromisso e uma questão de decisão. Este é um modo de vida que você vai ter que decidir seguir (juntamente com a sua família ou seu parceiro de vida). Se fizer assim, ele funciona!

Qual é a coisa mais curiosa que já aconteceu com você aqui no Brasil?
Chrigel: Difícil de dizer - na turnê sempre há um monte de coisas loucas acontecendo. Mas, honestamente, eu não consigo lembrar e escolher um incidente em particular de nossos shows brasileiros.

Existe alguma banda brasileira que chamou a sua atenção?
Chrigel: Sepultura com certeza!

É a primeira vez de Nicole Ansperger no Brasil, o que ela espera desses shows?
Chrigel: Ela está animada e muito ansiosa! Ela ama os fãs da América do Sul e gosta de tocar nos países sul-americanos (que ela fazia com sua antiga banda Haggard).

Obrigada pela entrevista e você poderia deixar uma mensagem para os fãs brasileiros?
Chrigel: Obrigado pela entrevista e acima de tudo: Obrigado a todos os leitores pelo seu interesse em nossa banda! Nos vemos em breve!


Serviços

São Paulo

Data: 11 de abril de 2015 [sábado]
Horário: 19h [abertura da casa às 17h]
Local: Carioca Club - R. Cardeal Arcoverde, 2899 - Pinheiros [Estação Faria Lima do metrô]
Censura: 15 anos

Camarote Promocional* - R$ 250.00
Camarote Estudante* - R$ 160.00
Pista Estudante* - R$ 80.00
Pista Promocional* - R$ 100.00

*Preços apenas referentes aos shows em São Paulo, capital.

Vendas físicas nas lojas LADY SNAKE e HELLION [Galeria do Rock]
Página do evento no facebook: http://on.fb.me/13hkppC

Rio de Janeiro
Data: 12 de abril de 2015 [domingo]
Horário: 18h
Local: Teatro Odisséia - Avenida Mem de Sá 66
Censura: 18 anos


Demais pontos de venda:

Página do evento no facebook: http://on.fb.me/1AM5YVB

Porto Alegre
Data: 13 de abril de 2015 [segunda-feira]
Local: Teatro CIEE - Rua Dom Pedro II, 861 - Bairro Higienópolis
Maiores informações sobre venda de ingressos, censura, preços, etc. EM BREVE!

Página do evento no facebook: http://on.fb.me/1yLSlU3

Curitiba
Data: 14 de abril de 2015 [terça-feira]
Horário: 19:30h [abertura da casa]. Show deve começar às 21h
Local: Music Hall - Rua Engenheiro Rebouças, 1645
Censura: 16 anos


Demais pontos de venda:

Página do evento no facebook: http://on.fb.me/1r3QHjk

Sites Relacionados
https://www.facebook.com/durvall4one [página oficial da assessoria de imprensa da produtora]    

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

Entrevista - Mad Old Lady


O Mad Old Lady acaba de lançar seu segundo álbum “Power of Warrior” e o seu vocalista Eduardo Parras nos concedeu uma entrevista explicando deste novo álbum que foi produzido pelo nenomado Tommy Hansen e que tem em seu currículo 7 álbuns do Helloween (incluindo os dois Keepers of the Seven Keys). 


Além disso, o vocalista Eduardo Parras celebra a nova formação da banda que conta com o baterista Guga Bento, o baixista Fernando Giovannetti, o tecladista Rafael Agostino e os guitarristas Tiago de Moura e Timo Kaarkoski, finlandês há tempos no Brasil.

Por Ronaldo Chavenco

1 - Como surgiu a ideia de regravar as músicas do disco "Viking Soul" com essa nova roupagem ?
Eduardo: Olá Ronaldo, tudo bem ? A ideia surgiu pela intenção de internacionalizarmos a banda, como o primeiro CD,  apenas o Brasil teve boa procura e os músicos eram outros -  achamos melhor e mais rápido apresentarmos esta nova configuração das musicas , já com outro produtor também.

2 - No disco anterior o estilo era voltado para ópera rock e agora está voltado para o power metal ? Como aconteceu esse mudança ?
Eduardo: No primeiro CD tínhamos na banda dois back vocais líricos  com formação em opera, dai naturalmente as musicas se voltarem a este estilo. Já no segundo,  os dois backs saíram e os músicos que vieram já trouxeram outras influências, com guitarras mais a frente e o baixo mais corrido, obrigando então a bateria mudar também para acompanha-los . 

3 - Como chegaram ao produtor Tommy Hansen ?
Eduardo: O nosso baixista Fernando Giovannetti é  produtor musical também, já o conhecia em outro trabalho. A opção passou também, pelo fato do Tommy falar muito a nossa linguagem musical, ter tocado com o Deep Purple , e vivido muito a época do auge de bandas que nos inspiram. Existe o fato dele ter gravado 7 cds com o helloween .

4 - Somente as partes instrumentais foram gravadas na Dinamarca ? Porque os vocais foram gravados separados ?
Eduardo: Existiu um problema de agenda e de tempo. Os vocais são postos depois do instrumental que já demoraria 1 mês, havia o fato de acertarmos alguns detalhes de letras ou seja,  não conseguiríamos por a voz nos 30 dias que tínhamos .

5 - Qual foi o papel de Fernando Giovannetti na produção do disco ?
Eduardo: Foi fundamental , digo a você que ter conhecido o Fernando e estar trabalhando com ele é muito prazeroso. Ele tem uma inteligencia musical extraordinária, muita liderança no grupo, é organizado ao extremo e praticamente coordenou todos arranjos junto com a banda novamente ,e deu a cara de que queríamos às musicas.

6 - Foram criados novos arranjos para as músicas. estes arranjos foram concebidos no estúdio ou na estrada ?
Eduardo:  fForam testados durante os ensaios em estúdio, eles gravavam e mandavam pra mim afim de avaliar opiniões diferentes, no inicio, estranhei os arranjos e principalmente o aumento de velocidade imposta nas musicas, depois me acostumei e digo que prefiro o atual .

7 - O som de vocês ficou mais pesado. Como está sendo a recepção dos fãs à estas novas versões ?
Eduardo: Muitos ainda não escutaram, os que já escutaram gostaram muito, ficamos aliviados.

8 - Como será a divulgação deste álbum ?
Eduardo: Será muito grande e muito trabalhosa. Teremos um representante na América Latina com uma gravadora para distribuição  -  ao mesmo tempo um representante nos USA e outro na Europa com uma outra gravadora também para distribuição. Na Asia ainda estamos em inicio de conversa. No Brasil,  estamos no RJ e chegaremos ao nordeste em março, esperamos que de tudo certo .

9 - Quais músicas do disco estarão no show ?
Eduardo: Todas as 10 musicas do álbum estarão nos shows, teremos ainda quatro covers sendo ensaiados também .

10 - Obrigado pela entrevista e você poderia deixar uma mensagem para os fãs:  
Eduardo:  Aos nossos fãs que nos acompanham em shows, ou mídias sociais,  dizer que a Mad Old Lady fez um trabalho pensando em vocês, trabalhamos muito para agradar aos fãs, as letras foram pensadas em dar motivação e força e prometemos representar o Heavy Metal Brasileiro com muita dignidade. Um grande abraco !!!!!!

terça-feira, 19 de agosto de 2014

Entrevista - André Pomba


Este mês nós do Coredump realizamos um entrevista com André Pomba, ex-baixista da banda de Heavy Metal Vodu, produtor de shows, membro da imprensa e um dos principais colaboradores da cena metal nacional. Além de ser membro ativista em várias causas populares, este ano Pomba está se candidatando ao cargo de Deputado Federal pelo Partido Verde.

Confira abaixo nossa entervista exclusiva com Pomba:

Coredump: Fale um pouco da trajetória do Pomba no Rock
Pomba: Bom, resumidamente posso citar:
- Recebi prêmio como principal contribuição ao rock no ano de 2005 na premiação do Dia Municipal do Rock da Prefeitura de São Paulo.
- Editor e principal mentor da revista de rock independente Dynamite, desde 92 até 2008
- Publisher do site Dynamite Online (www.dynamite.com.br) desde 2002
- Publisher e editor entre os anos de 92 e 97 de um dos principais e pioneiros veículos voltado para músicos, a revista On&Off.
- Atua como produtor cultural em dezenas de projetos, como por exemplo Dia Mundial do Rock (Galeria do Rock 2009/10/11)
- Promovi o Prêmio Dynamite de Música Independente, desde 2002.
- Criador e organizador do projeto Arquivo do Rock Brasileiro que circulou por várias capitais brasileiras entre 2007 e 2010.
- Criador e organizados do projeto para novas bandas Demofest.
- Produtor do Grind - projeto de rock GLS, na casa noturna A Lôca
- Produtor de eventos e rock e heavy metal em locais como Teatro Mambembe, Dama Xoc, Aeroanta, Projeto SP, Rainbow Bar, Centro Cultural Sãoo Paulo, SESC Pompéia, Centro Cultural da  Juventude e outras desde 1985.
- Redator chefe da revista de heavy metal Rock Brigade e produtor musical do selo Rock Brigade Records de 86 a 91.
- Baixista e compositor do grupo de heavy Metal Vodu, com 4 álbuns lançados e turnês por todo o Brasil e América do Sul de 85 a 91.
- Fui sócio da produtora holandesa Dynamo no Brasil, responsável por várias turnês de artistas internacionais ao país de 90 a 94.
- Já fiz mais de 200 entrevistas, com destaque para as internacionais Ozzy Osbourne, Boy George, Offspring, Duran Duran, Iron Maiden.

Coredump: Qual maior lembrança da época da Rock Brigade?
Pomba: Estive na Rock Brigade de 1986 a 1991. Foi uma ótima época da minha vida em que eu vivi heavy metal 24 horas, 7 dias da semana, me desdobrando como músico, professor de baixo, produtor, redator e contato comercial. Cresci muito profissionalmente e foi lá que entendi que o movimento metal que ajudei a criar podia virar uma cena auto-sustentável. E lá que decidi que nunca mais teria um emprego "normal".

Coredump: Como era o Pomba baixista do Vodu?
Pomba: Era super dedicado à banda e ao instrumento. Estudava baixo 3 horas por dia, assim como música em geral e outros instrumentos para desenvolver meu lado produtor. Na banda eu assumi um lado empres?rio e como principal compositor. Buscava muito livrar a banda dos clichês do gênero e aprimorar o instrumental ao limite. Talvez por esse centralização que eu tinha e meu lado anti-comercial radical que a banda não teve a repercussão que poderia ter dito.

Coredump: Fale da sua aventura de ter assistido todos os dias do Rock in Rio I, II e III?
Pomba: Nos três primeiros Rock In Rio eu fui em todos os dias e vi todos os shows. Mas marcante mesmo foi o primeiro que fui como público. A lembrança da lama, do show do Iron Maiden, Ozzy, AC/DC... Nossa... Nos demais eu já fui como jornalista e de certa forma o envolvimento é diferente. Depois de 2001, acho que o festival perdeu a essência e virou um balaio de gatos, com uma curadoria confusa.

Coredump: O que acha que precisa ser feito para o Rock no Brasil?
Pomba: Temos que admitir que o rock no mundo todo passar por uma fase de entressafra criativa e conceitual. Não tem surgido novos grupos que possam ultrapassar a barreira de um sucesso mais popular. Precisamos nos unir novamente para propor um circuito nacional que as bandas possam circular por todo o Brasil. Que tenham mais espaço para tocar, principalmente nos centros culturais públicos. Que possam ter incentivo para ter melhores estúdios e instrumentos pagando menos, para criar um fomento que possibilite uma economia rock'n'roll vigorosa como era antes. Que tenham mais espaço para mostrar seu trabalho, TVs, rádios, sites etc.

Coredump: O que falta para a Galeria do Rock ser mais chamativa?
Pomba: Por alguns anos eu assessorei o Toninho, conseguindo verba para realizar eventos e até patrocínio para a utilização do quinto andar como centro cultural. Porém, o Instituto da Galeria precisa se adequar à legislação atual de ONGs para voltar a conseguir recursos e quem sabe ser ainda mais atrativa do que é hoje.

Coredump: Os ingressos de shows internacionais, deviam ser mais baratos?
Pomba: Sinceramente não sei o que torna os ingressos aqui tão caros, além da ganância. Normalmente um grupo vem ao Brasil e faz outros países sulamericanos, e ás vezes sai mais barato ir até a Argentina assistir a um show, mesmo com o preço da passagem incluso! Você pode até justificar os impostos como ECAD (10%), ISS (5%) e taxas diversas (como visto de trabalho), mas mesmo assim creio que as produtoras abusam demais. Como vivemos num mundo capitalista, a única alternativa que vejo é investigar melhor o que é feito com essa dinheirama toda e buscar contrapartidas públicas e privadas para redução do preço dos ingressos.

Coredump: Qual grande problema do Brasil hoje?
Pomba: Sem dúvida o grande problema do Brasil hoje em dia é a classe política e um governo incompetente que só se preocupa com o seu partido e sua sede de poder eterno. As reformas política, tributária, previdenciária e do judiciário que já poderiam ter sido feitas há 20 anos ainda não saíram do papel, justamente porque não é do interesse dos políticos.

Coredump: A cidade de São Paulo precisa melhorar em quê ?
Pomba: Precisamos de investimentos pesados em mobilidade urbana e no transporte público sobre trilhos. Mais áreas verdes e menos especulação imobiliária. Mais cultura, o que significa menos violência.

Coredump: Como surgiu a ideia de se candidatar?
Pomba: Sempre fui uma pessoa ligada á política. Em 1979, com 15 anos eu já ia em reuniões ilegais nos sindicatos, ainda sob a ditadura, para reconsrução da UNE. Sempre fiz campanhas por quem acreditava e em 1992 cheguei a sair candidato a vereador do metal e tive 1.500 votos só no boca a boca. O que me fez voltar a ser candidato este ano, foi justamente entender que temos que ter mudanças radicais para fazer o Brasil sair desse marasmo e corrupção endêmica. Passei uma semana em Brasília, falei com mais de 50 deputados em busca de apoios para vários projetos e todos se dispuseram a ajudar. Uma semana depois, busquei retorno e ninguém me atendeu ou retornou emails. Daí decidi que eu mesmo iria sair candidato e que nunca trataria um eleitor com o desprezo que eles tratam.

quarta-feira, 24 de abril de 2013

Entrevista - Demon Hunter

“As bandas de metal cristão hoje tem mais respeito do que antigamente”

Após alguns anos de espera, a banda norte-americana de metalcore Demon Hunter finalmente desembarca no Brasil para duas apresentações. Ryan Clark (vocal), Patrick Judge (guitarra), Jeremiah Scott (guitarra), Jonathan Dunn (baixo) e Yogi Watts (bateria) se apresentam em São Paulo (27/04 - Inferno Club) e Rio de Janeiro (28/04 - Teatro Odisséia).

Atualmente, o grupo trabalha na divulgação do seu último CD “True Defiance”, lançado em 2012. Com ótimas críticas, o álbum impulsionou uma longa turnê mundial, que incluiu shows ao lado de grandes bandas como In Flames nos Estados Unidos e Canadá, uma passagem pela Austrália e a então, muito esperada, turnê sulamericana.

Em entrevista exclusiva à The Ultimate Music, o vocalista Ryan Clark comenta sobre o mais recente álbum da banda “True Defiance”, a sua expectativa de tocar pela primeira vez no Brasil e revela como as bandas de metal cristãs ganharam mais respeito com o passar dos anos.

Por Juliana Lorencini
Edição Costábile Salzano Jr

Esta é a primeira vez que vocês vêm ao Brasil, sendo assim, qual é a expectativa de vocês para os shows no país?
Ryan Clark: Temos recebido milhares de convites para tocar no Brasil durante os últimos anos, então esperamos uma boa oportunidade para irmos à América do Sul. Ouvimos que os fãs ai são incríveis! E estamos muito animados para que finalmente possamos tocar por aí!

Qual o seu principal cuidado ao montar um setlist para uma nova turnê? O fato de ser a primeira vez que vocês tocam no Brasil influencia a escolha das músicas?
Ryan Clark: Gostamos de ter certeza que tocamos uma boa seleção de antigas e novas músicas. Definitivamente queremos incluir o maior número de singles e as músicas favoritas dos fãs. Quanto mais álbuns lançamos, mais difícil é escolher, mas acredito que o setlist será muito bem recebido.

Antes de tocar aqui vocês estavam em turnê com o In Flames. Como foi está turnê pela América do Norte em geral?
Ryan Clark: Essa foi uma turnê inacreditável. Uma das melhores que nós já fizemos! Nos divertimos muito conhecendo o In Flames e as outras bandas que estavam nesta turnê, e os shows foram ótimos! Foi uma honra pode tocar ao lado de uma banda que todos nós temos tido muita consideração nos últimos 15 anos. O In Flames sempre foi uma influência para nossa música, então foi incrível dividir essa experiência com eles.

Vocês lançaram “True Defiance” em 2012. Este é o sexto álbum de estúdio da sua carreira. Como foi o processo de composição e gravação deste álbum? Gostei muito da arte da capa, quem a desenhou?
Ryan Clark: A ilustração da capa foi criada por um artista chamado Justin Kamerer e você pode saber mais sobre ele acessando seu site neste link: angryblue.com.

O processo de gravação de “True Defiance” foi bem parecido com a forma como costumamos trabalhar. Temos nosso processo abaixo para uma ciência nesse ponto. Gosto de estar extremamente preparado quando entramos em estúdio e a experiência de estar em estúdio assim é mais interessante, porque você é capaz de ouvir novas e interessantes partes adicionadas a músicas que ficaram intocadas por meses.

Minhas impressões sobre “True Defiance” são de que os vocais estão mais agressivos e nos lembram os primeiros álbuns do Demon Hunter, assim como as guitarras e bateria merecem certo destaque e soam um pouco diferente dos últimos álbuns. Você concorda com isso? O que mais você pode nos dizer sobre “True Defiance”?
Ryan Clark: Há definitivamente um salto no tecnicismo em “True Defiance”. Nós sempre tentamos colocar nossas respectivas habilidades para teste em cada novo álbum. Certamente, não somos a banda mais rápida ou mais técnica, mas dentro do contexto que o Demon Hunter está, tentamos empurrar esses limites. O que resultou em “True Defiance” com ritmos mais rápidos, as guitarras mais técnicas, mais variedade nas estruturas das músicas e uma gama mais ampla vocal.

Ainda falando sobre “True Defiance”, como tem sido o retorno por parte dos fãs e da mídia em relação ao novo álbum?
Ryan Clark: A resposta do álbum tem sido muito positiva. Você nunca vencerá a todos, mas se eu estou falando em nome dos fãs mais antigos, o que temos ouvido tem sido muito encorajador.

“My Destiny” foi o primeiro single de “True Defiance” e ganhou um videoclipe. Como foi a sessão de gravação do vídeo?
Ryan Clark: Gravar o vídeo foi ótimo. Gostamos de nos divertir fazendo nossos vídeos, então o clima no set é sempre muito descontraído. A filmagem foi feita ao longo de um dia muito extenso e o diretor filmou o resto da história (com os adolescentes) no final de semana seguinte. Ficamos muito satisfeitos com o resultado final.

Vocês são uma banda de metalcore com temática cristã. Quando decidiram começar a compor sobre esse tema?
Ryan Clark: Nos termos de um tema espiritual, a banda é meramente uma extensão da minha visão de um mundo pessoal. Se eu fosse escrever sobre algo diferente, isso pareceria falso para mim.  Em última análise, não houve decisão de criar este tema para a banda, isso só ocorreu em virtude de nossas crenças.

Pelo fato de vocês serem uma banda cristã, em algum momento isso os atrapalhou durante a carreira? Ainda hoje, após muitos anos de banda e com sucesso reconhecido, vocês ainda sentem algum tipo de preconceito?
Ryan Clark: Haverá sempre críticos que julgam a banda apenas em nossa posição espiritual, isto é inevitável. Entretanto, parece que essa questão é menos de uma preocupação dos fãs de Heavy Metal hoje do que era há uma década. Sempre houve um bom número de bandas cristãs que ajudaram a legitimar o gênero desde sua inserção e não acredito que isso tenha as pessoas como confusas ou adversas como no passado. Bandas cristãs costumavam ser infames por oferecer uma “versão cristã de” o que fosse popular na época - mais especificamente, eram notórios por roubar bandas não-cristãs de uma forma bastante ostensiva. Como a cena cresceu e mudou, muitas bandas cristãs tem pavimentado seu jeito único e original, e, portanto seguido de mais respeito. Hoje somos uma banda de respeito.

Quais foram suas principais influências musicais no início da carreira?
Ryan Clark: Nossas maiores influências em termos musicais foram e são: Machine Head, Sepultura, Pantera, Fear Factory, Soilwork, In Flames, Deftones, Slipknot, Metallica, Prong, Scar Symmetry, Helmet, entre muitos outros.

Atualmente o que vocês têm ouvido? De alguma forma isso os influencia durante o processo de composição de um novo álbum?
Ryan Clark: Não sou movido freqüentemente por um novo álbum de metal, então muito do que eu escuto é de fora do nosso gênero. Tento a ficar mais excitado com música eletrônica, ou algum pop ou rock... Escuto muito de muita coisa e penso que tudo de alguma forma informa minha escrita. Penso que escutar gêneros fora do metal ajuda o Demon Hunter a ficar acima de muitas bandas de metal de uma forma única.

Muito obrigada pela entrevista e, por favor, deixe um recado para o público brasileiro.
Ryan Clark: Vejo vocês em breve!

Assista o videoclipe da música “My Destiny” em: http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=BHao3Fhakps

Links relacionados:

Serviço São Paulo
Dark Dimensions apresenta Demon Hunter
Data: 27 de abril de 2013 - sábado
Local: Inferno Club
Endereço: Rua Augusta, 501 - Centro (próximo ao Metrô Consolação)
Hora: 20h | Abertura da casa: 18h
Valor: R$ 70,00 (Pista Promocional Antecipada) e R$ 100,00 (pista no dia)
Censura: 15 anos
Proibida a entrada de câmeras profissionais


Serviço Rio de Janeiro
Data: 28 de abril de 2013 - domingo
Local: Teatro Odisséia
Endereço: Rua Riachuelo, 20 - Centro
Hora: 20h30 | Abertura da casa: 18h
Valor: R$ 70,00 (Pista promocional antecipada e estudante) | R$ 140,00 (pista no dia conforme disponibilidade)
Censura: 15 anos
Proibida a entrada de câmeras profissionais

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Entrevista: Six Feet Under

"Vamos proporcionar a diversão que os brasileiros tanto desejam"
Six Feet Under é uma das bandas mais aguardas no Brasil nos últimos anos

Após 16 anos de carreira, o  Six Feet Under finalmente vem ao Brasil em meio a primeira turnê da banda pela América do Sul. A única apresentação no país acontece no dia 20 de novembro, no Hangar 110, em São Paulo.

O grupo norte-americano promove em sua mais recente turnê o álbum "Graveyard Classics 3" (Metal Blade – 2010), um disco tributo à diversas bandas que influenciaram o Six Feet Under e que têm recebido diversos elogios da imprensa especializada.

Formada em 1993, inicialmente como um projeto paralelo do vocalista Chris Barnes (ex-Cannical Corpse) e  do guitarrista Allen West  (Obituary), que saiu em 1997. A banda atualmente tem em seu lineup além de Chris Barnes, Steve Swanson (guitarra), Rob Arnold (guitarra, Chimaira), Matt DeVries (baixista contratado, Chimaira) e Kevin Talley (baterista, Chimaira, Daath, Misery Index).

Na entrevista abaixo, Chris Barnes comentou sobre a vinda da banda ao país, o novo álbum “Graveyard Classics 3”, dentre outras curiosidades sobre sua carreira.

Por Juliana Lorencini - especial para The Ultimate Music - Press
Colaboração Sandra Couto

O último álbum de vocês é o “Graveyard Classics 3”, que é o terceiro composto apenas de covers de bandas que influenciaram o Six Feet Under. De onde partiu a idéia de lançar mais um disco de covers?
Chris Barnes: Lançamos covers nos primeiros CDs como “Alive and Dead” e “Maximum Violence” como faixas bônus e os fãs pareceram curti-las, então isso pareceu uma boa idéia para fazer um CD inteiro de nossas canções favoritas.

Acredito eu que escolher as bandas e faixas não tenha sido algo fácil, já que são bandas das quais vocês são fãs. Como foi o processo de escolha?
Chris Barnes: Isso não foi tão difícil, realmente éramos todos fãs de praticamente das mesmas bandas e apenas juntamos as idéias de cada integrante.

Esta é a primeira vez que vocês fazem uma turnê pela América do Sul em novembro. Quais as expectativas de vocês para essas apresentações em especial no Brasil?
Chris Barnes: Eu estive na Cidade do México e também estive na Argentina quando estava no Cannibal Corpse, mas essa foi a única vez que estive na América do sul, e eu gostei muito disso! Espero que desta vez seja mais divertido, especialmente no Brasil!

O renomado tatuador Paul Booth fez grande parte das capas dos álbuns de vocês. Como vocês chegaram ao nome de Paul Booth para fazer as artes da capa? E como foi trabalhar com Paul? Vocês já tinham uma idéia em mente ou o deixaram livre para criar?
Chris Barnes: Sim, Paul Both trabalhou em algumas das nossas capas, ele é um grande artista e realmente amo suas coisas! Eu dei a ele as idéias para todas as capas e ele adicionou as dele.

Você vem produzindo todos os álbuns do Six Feet Under desde o inicio da carreira da banda e tem feito um excelente trabalho. Por que a escolha de você mesmo os produzir? E como é o trabalho enquanto produtor? Creio eu que não seja muito fácil!
Chris Barnes: Obrigado! Eu curto estar envolvido em todo o processo de gravação. Acho que isso é importante para garantir que todas as idéias e sentimentos nas músicas serão expressados da forma que a banda deseja. Isso é muito importante para mim. Às vezes é difícil estar envolvido, mas eu gosto disso.

Quando podemos esperar por um álbum de inéditas do Six Feet Under? Você já tem algum material pronto ou em fase de composição?
Chris Barnes: As novas músicas estão compostas e 75% gravadas – o novo álbum será lançado na primavera de 2012.

Eu li em uma entrevista recente, onde você disse que seus pais o ajudaram e incentivaram muito no inicio da sua carreira. Quais foram suas influências musicais? Quais as primeiras bandas que você escutou?
Chris Barnes: Sim, eles fizeram muito, especialmente minha mãe. Eu ouvia Kiss e Black Sabbath desde cedo até que segui em direção a coisas mais pesadas  com o passar dos anos.

Quais vocalistas o influenciaram diretamente?
Chris Barnes: Nenhum.

E atualmente, o que você tem ouvido?
Chris Barnes: Estou trabalhando muito duro em novas músicas do SFU isso é tudo que tenho ouvido...

Obrigada pela entrevista e eu gostaria que vocês deixassem um recado para os fãs brasileiros.
Chris Barnes: Obrigado! E espero encontrar nossos fãs no nosso show no Brasil e se proporcionar a diversão que eles tanto desejam!!!

Confira a mensagem do vocalista Chris Barnes ao público brasileiro em http://www.youtube.com/watch?v=4GvJW5K4cwk&.

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Serviço São Paulo
Data: 20/11/2011
Local: Hangar 110
Endereço: Rua Rodolfo Miranda, 110 - Bom Retiro (próximo a estçao Armênia do metrô)
Hora: 20h
Ponto de venda: Rockland (Galeria do Rock)
Ingressos:
1°lote: R$ 70,00 | 2°lote: R$ 90,00 (Preço para Ingressos Promocionais antecipados e Estudantes)
Venda online: http://darkdimensions.webstorelw.com.br

Entrevista: Sirenia

"As mulheres definitivamente revolucionaram a cena do
heavy metal nos últimos 20 anos"
Após grande show no Wacken, Sirenia desembarca para três shows no Brasil

Com o prestigio de ser considerada uma das maiores bandas de Gothic Metal da atualidade, o Sirenia está de volta ao Brasil para divulgar o álbum "The Enigma of Life", lançado pela gravadora Nuclear Blast Records. Os noruegueses se apresentam em São Paulo (29 e 30 de outubro - Blackmore Rock Bar) e Rio de Janeiro (2 de Novembro - Recreativo Caxiense).

O grupo atualmente vive um período de glórias e não esconde a felicidade por crescer no tão concorrido cenário do heavy metal. A reportagem conversou com o lider Morten Veland para saber como está a expectativa dos músicos para reencontrar seus obcecados fãs brasileiros, a repercussão do novo álbum, o músico discorreu sobre a importância das mulheres no cenário e revelou que já está pensando no próximo disco.

por Costábile Salzano Jr | The Ultimate Music - Press

O que o público brasileiro pode esperar dessa nova passagem do Sirenia pelo Brasil?
Morten Veland: Nós realmente estamos muito ansiosos para voltar ao Brasil. Temos memórias maravilhosas dos shows no Rio de Janeiro e São Paulo da nossa última turnê por ai e, com certeza, teremos grandes momentos desta vez também. É sempre um grande prazer tocar para o público brasileiro, vocês detonam! Nós definitivamente iremos dar nossa melhor performance para vocês.

O que você pode adiantar sobre o repertório dos shows. Alguma surpresa?
Morten Veland: Desta vez, preparamos um longo set list. Tocaremos músicas de todos os nosso álbuns. Então, espero fazer todos os nossos fãs felizes mesmo que eles prefiram as novas ou velhas composições.

O Sirenia já gravou bons discos. Qual é a sua determinação na hora de compor? O que te inspira?
Morten Veland: Eu sempre compus do fundo do meu coração e escrevo do fundo da minha alma. Isto aconteceu desde o começo da minha carreira. Minha maior inspiração para compor é o outono e o inverno norueguês. É desta forma que desencadeio os meus sentimentos para criar música e assim por colocar meus sentimentos nas canções. Minha vida é minha maior inspiração para as minhas letras.

Você acredita que está é a melhor fase do Sirenia?
Morten Veland: Acredito que o Sirenia sempre teve uma personalidade, mas agora exploramos coisas novas em nosso conceito musical. Podemos dizer que sim.

Na minha opinião, o som da banda está mais evidente. Você acredita que vocês evoluíram musicalmente?
Morten Veland: Eu toquei todos os instrumentos no nosso último trabalho exceto os violinos, então talvez eu tenha progredido (risos). Definitivamente, tenho trabalhado muito nos últimos anos para melhorar minhas habilidades técnicas e tornar o Sirenia mais maduro. Cada minúsculo detalhe está sujeito a um monte de pensamentos e experimentações. Também sinto que Ailyn fez grande melhoria com ela cantando no último álbum.

Qual é a música que você está mais orgulhoso de ter composto?
Morten Veland: The Enigma of Life. Acredito que esta é a melhor musica que já compus.

Recentemente, o Sirenia se apresentou no Wacken, considerado o maior festival de heavy metal do Mundo. O que você tem a dizer desta experiência?
Morten Veland: Foi maravilhoso tocar no Wacken. O público foi fantástico! Foi muito bom sentir toda a energia que envolve o festival. Fãs de todas as partes do Mundo unidos em um mesmo lugar é algo único. Espero voltar ao Wacken em breve.

Como você vê a atual presença das mulheres no heavy metal com a importância de Cristina Scabbia (Lacuna Coil), Doro Pesch, Tarja Turunen, Amy Lee (Evasnescence), Angela Gossow (Arch Enemy), Dani Nolden (Shadowside), Anneke van Giersbergen (Agua de Annique) e a sua vocalista Ailyn?
Morten Veland: Penso que em 2011, homens e mulheres são iguais em nossa sociedade, pelo menos na maior parte do mundo. As mulheres definitivamente revolucionaram a cena do heavy metal nos últimos 20 anos. Eu sempre amei o som de uma banda de metal pesada combinado com uma bela voz feminina. E eu sempre pensei que a variação foi uma coisa boa. Eu sinto que há mais diversidade na cena do metal hoje em dia do que no passado.

Voltando ao novo disco. Quais são as músicas que você particularmente está mais satisfeito em ter gravado? O feedback dos fãs determina que este é o melhor disco da carreira do Sirenia?
Morten Veland: Eu amo todas as músicas deste álbum! Sinto que todas merecem o seu espaço no disco. As 12 composições foram escolhidas de um monte de músicas 30-40, e as presentes neste registro são as minhas prediletas. Eu acho que é difícil determinar o que define o melhor material, será uma questão de preferências. Mas a resposta dos fãs é o mais importante.

Quais são as suas bandas favoritas no momento. Conhece ou gosta de alguma banda brasileira?
Morten Veland: Não tenho escutado muitas coisas novas. Me prendi nos anos 70, 80 e começo do anos 90. Escuto coisas novas mas não me prendo a nomes. Eu adoro o antigo Sepultura, com o Max nos vocais.

Quais são os seus planos para 2011?
Morten Veland: Queremos fazer mais shows e trabalhar em um novo disco durantes as turnês.

Até o momento, a turnê é a seguinte:
October 23 - Circo Volador - México DF, México
October 25 - Teatro Voce - Lima, Peru
October 27 - Rock y Guitarras - Santiago, Chile
October 28 - Teatro Colegiales - Buenos Aires, Argentina
October 29 - Blackmore Rock Bar - São Paulo, Brasil
October 30 - Blackmore Rock Bar - São Paulo, Brasil
November 2 - Recreativo Caxiense, Rio de Janeiro, Brasil

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Serviço São Paulo
Data: 29/10/2011
Local: Blackmore Rock Bar
Endereço: Al dos Maracatins, 1317 - Moema
Hora: 20h (abertura da casa às 18h)
Banda de abertura: Mellinne
Ingressos: 1°lote: R$ 60,00 | 2°lote: R$ 80,00 | Na porta: R$ 100,00 (Preços para Ingressos Promocionais antecipados e Estudantes)
Venda online: http://darkdimensions.webstorelw.com.br

Serviço After Party
Data: 29/10/2011
Local: Blackmore Rock Bar
Endereço: Al dos Maracatins, 1317 - Moema
Hora: a partir das 23h
Ingressos: R$ 22,00
Venda online: http://darkdimensions.webstorelw.com.br

Serviço show extra São Paulo
Data: 30/10/2011
Local: Blackmore Rock Bar
Endereço: Al dos Maracatins, 1317 - Moema
Hora: 20h (abertura da casa às 18h30)
Ingressos: 1°lote: R$ 65,00 | 2°lote: R$ 80,00 (Preços para Ingressos Promocionais antecipados e Estudantes)
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